Publicação inédita propõe atividades práticas, reflexões e estratégias para apoiar educadores e educadoras na construção de espaços mais igualitários e seguros desde a infância.
As escolas são muito mais do que espaços de aprendizagem acadêmica. Elas são também ambientes de formação de valores, convivência e construção de identidade. É nesse espaço – onde crianças e adolescentes aprendem sobre si, sobre o outro e sobre o mundo – que o Promundo acredita ser fundamental atuar para promover a igualdade de gênero e a não violência desde cedo.
Com esse objetivo, o instituto acaba de lançar o Guia “Educação, Gênero e Masculinidades: Ferramentas para Escolas que Querem Transformar”, um material inovador que reúne atividades pedagógicas, sugestões metodológicas e reflexões práticas voltadas a professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares de todo o Brasil.
“Precisamos começar cedo a desconstruir estereótipos que limitam meninos e meninas. A escola é um espaço privilegiado para isso, mas ainda faltam recursos que dialoguem com a realidade dos educadores. Este guia nasce para preencher essa lacuna”, explica Marina Cardoso, coordenadora de programas do Promundo.
Por que falar de masculinidades na escola?
Por muito tempo, os debates sobre gênero na educação se concentraram em garantir o acesso e a permanência das meninas na escola – o que segue sendo fundamental. No entanto, pouco se tem discutido sobre como os meninos vivenciam a masculinidade no ambiente escolar – e como essa vivência está diretamente relacionada com situações de bullying, violência, evasão e dificuldades de aprendizagem.
O guia parte da constatação de que muitos meninos são educados para reprimir emoções, competir a qualquer custo e evitar qualquer traço considerado “feminino”. Esses padrões de masculinidade hegemônica não apenas geram sofrimento para eles mesmos, como também contribuem para a exclusão, o machismo e a violência nas relações com colegas e professoras.
“Ao ajudar os meninos a ampliarem seu repertório emocional, a valorizarem o cuidado e o respeito, contribuímos para uma escola mais segura, acolhedora e igualitária para todos e todas”, afirma Marina Cardoso.
O que o guia oferece?
A publicação foi pensada com uma linguagem acessível, sensível ao cotidiano das escolas públicas e privadas, e traz um conjunto de ferramentas práticas, entre elas:
Atividades pedagógicas para diferentes faixas etárias, que podem ser aplicadas em disciplinas diversas ou em projetos transversais;
Sugestões de rodas de conversa sobre temas como corpo, emoções, respeito e diversidade;
Reflexões para os próprios educadores, incentivando a autorreflexão sobre como construímos nossas ideias sobre o que é “ser homem” e “ser mulher”;
Dicas para engajar famílias e comunidades escolares na promoção da igualdade de gênero;
Casos reais e relatos de experiências que mostram como o tema pode ser trabalhado com cuidado e impacto positivo.
Além disso, o guia propõe uma abordagem crítica e antirracista, reconhecendo que as vivências de meninos negros, indígenas, periféricos e LGBTQIA+ são atravessadas por múltiplas desigualdades e exigem atenção específica.
Um apoio para educadores e educadoras comprometidos com a transformação
A produção do guia é resultado de anos de atuação do Promundo com projetos educativos voltados à transformação de masculinidades, especialmente com adolescentes e jovens. O conteúdo foi desenvolvido com a participação de professores, pedagogos, psicólogos e especialistas em gênero, garantindo solidez teórica e aplicabilidade prática.
“Sabemos dos desafios enfrentados pelos profissionais da educação: sobrecarga, falta de tempo, estrutura precária. Por isso, o guia foi pensado para ser um aliado, não um fardo”, destaca João Ferreira, educador e colaborador na elaboração do material.
Disponível gratuitamente para todo o Brasil
O guia “Educação, Gênero e Masculinidades” está disponível gratuitamente para download no site do Promundo. A expectativa é que o material seja utilizado por redes públicas de ensino, escolas privadas, ONGs, universidades e projetos sociais que desejam trabalhar de forma estruturada e cuidadosa o tema das masculinidades com crianças e adolescentes.
A publicação já está sendo disseminada em formações presenciais e online realizadas em parceria com secretarias municipais e estaduais de educação.
“Se quisermos construir uma sociedade mais justa e menos violenta, precisamos começar pela educação. Esse guia é uma semente – e esperamos que cada escola possa fazer florescer o cuidado, a empatia e a igualdade”, finaliza Marina Cardoso.
Clique aqui e faça o download gratuito do guia
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