Programa A — Ancestralidade

O Programa A (Ancestralidade Decolonial) reúne pesquisas, formações, materiais educativos e estratégias construídas de forma participativa para conectar paternidades, masculinidades, cuidado, primeira infância e igualdade racial às culturas e aos saberes dos territórios. A abordagem valoriza as experiências de povos indígenas, comunidades ribeirinhas e tradicionais e busca fortalecer práticas culturalmente respeitosas para o desenvolvimento de crianças negras e indígenas desde a primeira infância. É voltado a comunidades e famílias, profissionais da saúde, educação e assistência social, pesquisadores, gestores públicos e formuladores de políticas públicas.

Explore os materiais abaixo ou fale com a nossa equipe para conhecer as iniciativas e levar
essa abordagem ao seu território.

Programa destinado a:

  • Público participante: Povos indígenas e comunidades tradicionais, incluindo comunidades ribeirinhas; Crianças
    negras e indígenas e suas famílias.
  • Público aplicador: Profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social, Pesquisadores, escolas.
  • Outros públicos envolvidos: Gestores públicos e formuladores de políticas públicas; Financiadores com atuação ou interesse em políticas e iniciativas com foco territorial.

Objetivo: Produzir conhecimento e estratégias educativas de forma participativa, respeitando os saberes locais e ampliando representatividade e inclusão cultural. Sensibilizar e capacitar profissionais para práticas de promoção da ancestralidade decolonial, garantindo o pleno desenvolvimento de crianças negras e indígenas desde a primeira infância.

Descrição:

O Programa A reúne iniciativas do Promundo orientadas pela ancestralidade decolonial, valorizando identidades, histórias, culturas e modos de vida dos diferentes territórios. A proposta parte da escuta e da construção conjunta de conhecimentos e estratégias, reconhecendo que temas como paternidades, masculinidades, cuidado e primeira infância precisam dialogar com os saberes e contextos locais.

Em 2021, o Promundo desenvolveu uma ação com o Povo Wajãpi, em Pedra Branca do Amapari, no Amapá, voltada à ressignificação das masculinidades e paternidades. O processo de pesquisa contou com a participação dos próprios Wajãpi na condução das narrativas e resultou no Caderno Paternar Wajãpi, que apresenta a paternidade a partir da perspectiva, da cultura e dos costumes desse povo originário. A experiência também deu origem ao documentário “Paternar Wajãpi”.

Essa atuação utiliza como referência o processo ESEPA, desenvolvido pelo Promundo e estruturado em cinco etapas, Escuta, Sensibilização, Engajamento, Participação e Avaliação.

No Amapá, o Promundo também desenvolveu ações com povos ribeirinhos da Ilha de Santana, envolvendo profissionais da saúde, educação e assistência social e a escuta de catraieiros, garrafeiros, parteiras e outras lideranças locais para compreender e valorizar princípios comunitários relacionados à primeira infância e à paternidade.

Entre as iniciativas relacionadas à ancestralidade decolonial e à igualdade racial também estão o Primeiro Relatório sobre Paternidades Pretas no Brasil, lançado em 2020, e a estratégia Primeira Infância Antirracista (PIA), desenvolvida em parceria com o UNICEF e lançada em 2023. A PIA orienta profissionais da educação, saúde e assistência social no reconhecimento e enfrentamento dos efeitos do racismo no desenvolvimento infantil, com atenção às crianças negras e indígenas e suas famílias.