Notícias Promundo nº1

O dia 25 de novembro é, desde 1981, o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. A data foi designada durante o I Encontro Feminista da América Latina e do Caribe, realizado em Bogotá, na Colômbia, e constitui uma homenagem a três irmãs, ativistas políticas, que foram brutalmente assassinadas pela ditadura de Leonidas Trujillo, na República Dominicana¹.

A data nos recorda que se, por um lado existe ainda um grande caminho a percorrer, por outro, já foram dados alguns passos pela promoção da equidade de gênero. O Instituto Promundo escolheu, assim, esta data simbólica, para partilhar com os seus parceiros, sociedade civil, instituições governamentais e não governamentais, ativistas e acadêmicos, o boletim Notícias Promundo. Desde 1997, a instituição vem desenvolvendo reflexões críticas, pesquisas, materiais educativos, campanhas e propostas de políticas públicas relativas à promoção de masculinidades e feminilidades positivas e inclusivas, sempre com a perspectiva de dar mais alguns passos no caminho da equidade de gênero e na prevenção da violência contra mulheres e crianças.

Na primeira edição do Notícias Promundo, partilhamos uma entrevista com Michael Kaufman, co-fundador da campanha do Laço Branco e um dos principais especialistas mundiais em estudos sobre masculinidades, que nos fala sobre os códigos sociais que acabam legitimando atitudes violentas por parte dos homens e a importância em envolvê-los em ações de prevenção à violência.

Apresentamos, também, em primeira mão, a Campanha Global sobre Paternidade MenCare, lançada durante o mês de novembro em Washington, DC. A Campanha é promovida pelo Instituto Promundo, a organização não-governamental sul-africana Sonke Gender Justice e a Aliança MenEngage. Gary Barker, Diretor Internacional do Promundo, assina um artigo sobre a importância do exercício da Paternidade e explica como a não divisão do trabalho doméstico e do cuidado com os filhos entre homens e mulheres afeta negativamente a vida profissional delas, que ainda ganham cerca de 22% menos, e o quanto o envolvimento dos homens nas relações de cuidado pode ser benéfico para eles próprios e para a promoção da equidade de gênero.

Boa leitura!

¹Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres